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sábado, 28 de maio de 2011

Assunção renova!


Fim da novela: Assunção renova com o Palmeiras até o fim de 2012

Volante recusa proposta do Bahia e sondagens de Santos e Corinthians para permanecer. Vínculo deve ser o último como profissional na carreira

Por Diego Ribeiro e Julyana TravagliaSão Paulo
  Acabou a novela: o volante Marcos Assunção acertou nesta sexta-feira sua renovação de contrato com o Palmeiras até o fim de 2012. Ele recusou uma proposta mais alta do Bahia por se sentir valorizado no clube que quer defender até o fim de sua carreira. O Verdão ofereceu um reajuste salarial um pouco maior e conseguiu o acordo com o camisa 20. Uma preocupação a menos para o técnico Luiz Felipe Scolari.
- Queria agradecer ao (Roberto) Frizzo e ao (Arnaldo) Tirone por essa valorização, e também ao Bahia, que me ofereceu essa proposta. Minha intenção era permanecer no clube, pois já tenho uma família aqui – afirmou o volante.
Minha intenção era permanecer, pois tenho uma família aqui"
Marcos Assunção
A reportagem do Globoesporte.com apurou que, além do Bahia, Santos e Corinthians tiveram interesse na contratação do jogador e procuraram o empresário Ely Coimbra Filho. A diretoria do Peixe chegou a fazer uma sondagem, sem sucesso. Assunção já declarou que é torcedor do Santos e poderia encerrar a carreira na Vila Belmiro.

Este deve ser o último contrato profissional de Marcos Assunção, que está com 34 anos. Perguntado se 2012 seria o último ano de sua carreira, o volante reconheceu.

- Provavelmente sim. Não quero me arrastar em campo – afirmou.
Minutos depois de sacramentar sua renovação, o volante invadiu a sala de imprensa na qual o técnico Luiz Felipe Scolari concedia entrevista. Ao lado do vice-presidente Roberto Frizzo, que anunciou a "contratação", Marcos Assunção comemorou o desfecho das negociações ao lado do chefe. Feliz, Felipão tirou sarro.
- Agora ele tem de entrar e fazer gol (risos). Aquele chute de bola parada e pronto. Sabíamos que faltavam detalhes, então é ótimo para nós que temos um dos nossos campeões. Agora, só precisa comprar uma calça nova – brincou Felipão.




sábado, 21 de maio de 2011

Reportagem Publicada - Mais um gringo no Verdão


Verdão acerta com Martinuccio, mas só vai anunciar após a Libertadores

Atacante de 23 anos deve vir para ser sombra de Valdivia. Clube e grupo de empresários redigem contrato, e falta assinatura do jogador do Peñarol

Por Diego RibeiroSão Paulo
O meia-atacante Alejandro Martinuccio está muito próximo de ser o novo reforço do Palmeiras. Na noite de quinta-feira, enquanto o jogador argentino atuava pelo Peñarol-URU diante do Universidad Católica-CHI pela Taça Libertadores, a diretoria palmeirense acertava detalhes com os empresários argentinos donos dos direitos econômicos do atleta, de 23 anos. As duas partes chegaram a um consenso em relação a termos de contrato, e o documento foi enviado para o Uruguai – apenas para receber a assinatura do jogador, que deve ser do Verdão pelos próximos três anos. O anúncio oficial só sai após a participação do Peñarol na Libertadores. Os uruguaios pegam o Velez Sarsfield-ARG nas semifinais.
No Peñarol, Martinuccio costuma atuar mais avançado. Mas ele pode atuar também como meia, e a diretoria do Palmeiras acredita que ele possa fazer sombra a Valdivia, que se recupera de lesão na coxa esquerda. Os frequentes problemas físicos fizeram o clube correr atrás de uma opção para substituí-lo e, eventualmente, jogar ao lado do Mago. Como atua mais pela faixa esquerda do campo e é veloz, o argentino tem características um pouco diferentes, o que facilita a composição da dupla.
Alejandro Martinuccio comemora gol do Peñarol contra o Internacional (Foto: AFP)Alejandro Martinuccio comemora o gol do Peñarol que eliminou o Internacional da Libertadores (Foto: AFP)

Buscando opção barata no mercado para compor a equipe que disputa o Campeonato Brasileiro, o Palmeiras vai adquirir apenas 20% dos direitos econômicos de Martinuccio, em um valor que chega aos 500 mil dólares (cerca de R$ 800 mil). Em caso de futura negociação, o Palmeiras fica apenas com essa porcentagem do valor.
- É uma boa oportunidade para o Palmeiras, mas não há nada confirmado em relação a isso. Vamos esperar o fim da Libertadores – afirmou brevemente o vice-presidente Roberto Frizzo.
A princípio, a cúpula palmeirense esperaria justamente o final da competição para iniciar negociações. No entanto, pessoas próximas a Frizzo e ao presidente Arnaldo Tirone convenceram a dupla de que era melhor assegurar logo o acerto com Martinuccio. Por isso, o acordo foi alinhavado rapidamente, e o contrato elaborado ainda na noite de quinta.
No Peñarol, o discurso também é de mistério, mas o clube não coloca Martinuccio nos planos para a sequência da temporada. O argentino já tinha recusado proposta do futebol russo em fevereiro, e teve como promessa a liberação ao fim de seu contrato, em junho. Assim, bastou ao Palmeiras conversar diretamente com o grupo de empresários e acertar salário e tempo de contrato. Os vencimentos do argentino são considerados baixos para o padrão brasileiro.
- No futebol sul-americano, em geral, os salários são menores. Isso facilita – disse Frizzo.
Com o acerto, o Palmeiras não deve mais investir em Jonathan Fabbro, outro argentino, que atua no Cerro Porteño-PAR. Além de ter um salário mais alto, ele já tem 29 anos e teve passagem apagada pelo futebol brasileiro em 2006, no Atlético-MG. A diretoria palmeirense cogitava trazer os dois ao mesmo tempo, mas voltou atrás e acredita que apenas Martinuccio já será suficiente para compor o setor ofensivo. Vale lembrar que Maikon Leite, do Santos, também chega para o ataque e se apresenta no fim de junho.

domingo, 8 de maio de 2011

Valdivia no Botafogo?

Essa informação eu vou colar aqui pra todo mundo ler com os mínimos detalhes, isso é o que pode se chamar de especulação, os repórteres ligam alguns fatos e constroem uma matéria que dá pro gasto quando não há notícias plausíveis de serem lidas. Vejam como o próprio site da Globo se contradiz, nessa reportagem dizem que o Palmeiras precisa quitar a dívida com o banco Banif e pelo que deram a entender isso seria possível vendendo o Valdivia para o Botafogo ( SE a diretoria fosse louca de fazer isso, teria que vender por uns R$30milhões que em outra reportagem do mesmo dia coloca o balanço do Botafogo - só não deve mais que o Atlético-MG e arrecadou um terço do que o Palmeiras faturou em 2010, em número é cerca de R$52milhões, ou seja, teria que gastar 60% do que ganhou no ano passado na compra do Valdivia, isso devendo R$378milhões), o que eles dizem para dar credibilidade à informação? Que o Caio Jr. pediu o Valdivia lá e que o Mago não tem uma boa relação com o Felipão, técnico hoje em dia é mais trocado que calcinha de são paulino. Por fim, os valores de endividamento e arrecadação do Palmeiras estão aí também, vale a pena conferir:


Caio Jr. tenta convencer Valdivia a fechar com Bota, mas acerto é difícil

Alvinegro faz proposta por Ciro, do Sport, mas clube pernambucano rejeita a oferta. Reforços devem ser anunciados na semana de estreia no Brasileiro

Por Thiago FernandesRio de Janeiro
valdivia palmeiras treino (Foto: Agência Estado)Valdívia pode ser reforço alvinegro para a disputa
do Brasileirão (Foto: Agência Estado)
Caio Júnior tem como filosofia não participar das negociações dos clubes em que trabalha. O treinador indica e aprova ou reprova nomes e deixa a cargo da diretoria os tramites necessários. Mas a busca por um meia e uma longa amizade fizeram o técnico do Botafogo tentar dar uma ajudinha em uma negociação difícil. Nos últimos dias, Caio conversou com o meia Valdivia, do Palmeiras, para saber se haveria intenção do jogador em se transferir para o Alvinegro. O carinho do Mago pelo treinador fez com que ele seja receptivo à idéia de se mudar para o Rio de Janeiro.
A negociação, entretanto, é complicada. O meia tem contrato com o Verdão por mais cinco anos e é idolatrado no Palestra Itália. Algumas questões, porém, são o trunfo alvinegro na negociação. Em primeiro lugar, está a situação financeira do clube alviverde. O clube já declarou que quer cortar gastos, e o vice-presidente de futebol Roberto Frizzo deixou claro que nenhum jogador é inegociável. O clube tem ainda uma dívida com o Banco Banif, que tem de ser paga até agosto. Se isso não acontecer, Valdivia estará livre para negociar com outro clube.
Outro fator que pode ajudar o Botafogo é o relacionamento estremecido entre Valdivia e Felipão. Os dois têm um tratamento apenas profissional desde que o treinador palmeirense reclamou das seguidas lesões do meia. Na próxima semana, o técnico se reunirá com Frizzo para avaliar o elenco. Um dos assuntos em pauta é o custo-benefício do Mago.
ranking dívidas clubes brasileiros (Foto: Divulgação)

ranking receita clubes brasileiros (Foto: Divulgação)

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Reportagem Publicada - Novo Rascunho da Arena Palestra

Estou publicando a postagem do blog Legião Palestrina que resumiu bem uma curiosidade dos Palestrinos:


WTorre apresenta novo rascunho da Arena Palestra




O presidente da WTorre, Walter Torre, acabou com o mistério. Conforme ele já tinha adiantado em seu Twitter, o projeto da Arena Palestra Itália passou por novas modificações. Após alterações na capacidade e na altura das arquibancadas para seguir os padrões da Fifa, dessa vez o desenho é que foi alterado. A novidade foi publicada pelo próprio empresário em sua página pessoal.

"Atenção, vou por em primeira mão um desenho inicial ainda sem cor, só para vocês opinarem. Me digam se estou no caminho certo. Da mais bela mundo", afirmou Torre.
"Vai ser uma das cinco mais bonitas do mundo", completou.O empresário ainda explicou como vai ser a estrutura externa do estádio.
"Este material do fechamento é metálico e todo furado. Assim, vaza luz através dele quando o estádio está iluminado por dentro e também reflete", disse.
"Toda a luz é projetada nele, porque é reflexivo. Assim, ele assume a cor que projetamos. Espetacular, não é?", continuou.

Torre afirmou que as fotos apresentadas fazem parte de um rascunho. Ele promete apresentar o material completo na quinta-feira.O empresário também espera resolver algumas pendências com a diretoria do Palmeiras até sexta-feira. A WTorre cobra do clube a assinatura do contrato da obra. Caso contrário, ele ameaça parar a construção. E também pretende apresentar material completo na quinta-feira. Torcedores gostaram das novidades.



@Emmerrsom

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Reportagem Publicada - Mustafá e a Arena



Mustafá muito polêmico e odiado por muito palestrinos concedeu entrevista ao Globoesporte.com . Apesar de tudo concordo em algumas partes com ele, como o fato de a WTorre lucrar em cima de nossa Arena por 30 anos (muitos palmeirenses nunca verão nosso estádio 'livre'). Segundo estatísticas após 5 anos da construção concluída a empresa já terá lucros (ainda terá 25 anos faturando), Mustafá quer refazer o contrato para que esse domínio diminua para 15 anos. A questão é complexa e por isso todos deveriam ler a reportagem completa:




Mustafá Contursi reprova Arena Palestra: 'Tomara que pare a obra'

Influente no Palmeiras, ex-presidente discorda de construção do estádio nos moldes feitos pela WTorre. Para ele, houve má fé da gestão de Belluzzo

Por Diego Ribeiro e Juliano CostaSão Paulo
Mustafá Contursi, ex-presidente do Palmeiras (Foto: Diego Ribeiro / Globoesporte.com)Mustafá Contursi, ex-presidente do Palmeiras e crítico
da Arena (Foto: Diego Ribeiro / Globoesporte.com)
Crítico ferrenho da construção da Arena Palestra nos moldes propostos pela WTorre – com anuência da diretoria anterior, comandada por Luiz Gonzaga Belluzzo -, o ex-presidente do Palmeiras Mustafá Contursi sugere que as obras sejam paralisadas imediatamente. Ainda com enorme influência dentro do clube, o ex-presidente quer a revisão de vários pontos do contrato firmado com a WTorre. E diz que, caso a empresa não concorde, a saída pode ser judicial – mesmo que, para isso, “a comunidade palmeirense” tenha de arcar com os custos da reforma de um estádio que, hoje, está quase todo no chão.

Pelo contrato, a WTorre se compromete a bancar todo o investimento na Arena, orçada em R$ 300 milhões, mas fica com parte de todos os lucros gerados – renda de jogos, eventos, shows, venda de cadeiras, camarotes, etc. – por 30 anos. Mustafá quer reduzir isso pela metade. Nos cálculos do ex-presidente, a WTorre já vai recuperar todo o investimento em cinco anos.

Para Mustafá, a empresa e a antiga diretoria do clube agiram de “má fé” ao pressionar conselheiros e sócios a votarem pela aprovação do contrato. Mais de 80% se posicionaram a favor. Mustafá credita isso a uma “gigantesca estratégia de marketing”, criada para explorar o anseio da torcida em ter um estádio moderno “a qualquer custo.” Em entrevista ao GLOBOESPORTE.COM, Mustafá defendeu seus pontos de vista.

Que pontos o senhor gostaria que fossem revistos no contrato?
Primeiro o prazo. Outra questão é aquele desastre todo dentro do clube. O cronograma não foi respeitado, é um absurdo, só isso já era suficiente para desqualificar a empresa. Primeiro deveriam mexer nas áreas sociais para depois iniciar a demolição.

Mas o cronograma foi afetado por fatores alheios à vontade da empresa. Foram pelo menos dois anos para conseguir a liberação da Prefeitura.
E como você vai confiar numa empresa que não sabe que a Prefeitura demora dois anos para liberar uma planta? Ela demora oito meses para liberar a planta de uma casa! (A WTorre) propõe um cronograma desses, engana 15 milhões de torcedores e agora quer bater na gente. Estão fazendo chantagem, mas não vamos nos acovardar em busca dos nossos direitos e convicções. Tudo está voltado para a ameaça. Vamos parar a obra? Ótimo! Tomara que pare a obra! Como não sabiam que demoravam dois anos e meio para aprovar um projeto?
 
Quando o cronograma foi apresentado, ninguém questionou isso?
Mandamos para todos os associados um documento para o debate. Queríamos debater. Não houve debate. Na minha opinião, 80% dos conselheiros que aprovaram não tiveram conhecimento de cronograma, nada disso. Houve uma publicidade que levou a mensagem dizendo que era a modernidade, o futuro, que tínhamos de lutar por isso. Era a manifestação geral. Não estávamos contra, mas faltou o debate. Hoje o clube gasta milhares de reais para ter atividades fora do clube. Perdemos associados a cada mês. De janeiro para cá está acontecendo isso, são quase 3 mil a menos. Caiu de 13.160 para 10.830 em três meses.

O senhor acha que houve má fé da empresa? Da diretoria anterior?
De 80% daqueles que aprovaram, não

E dos que apresentaram o projeto?
Sim, sem dúvida nenhuma.
Não vamos nos acovardar em busca dos nossos direitos e convicções. Vamos parar a obra? Ótimo! Tomara que pare a obra!"
Mustafá Contursi
Mas má fé da empresa ou da diretoria que comandou o negócio?
Acho que houve cumplicidade. Se os debates se estendessem, a relação de acordo não seria da forma como interessava para a empresa. Aquela ansiedade de ter um estádio moderno, ter Copa do Mundo... Tudo isso que está feito para ter dois jogos de Copa do Mundo não vale o risco.

Mas o presidente Belluzzo sempre falou que não era para ter Copa. O projeto para 45 mil lugares não previa isso...
Com 45 mil daria para ter. Os publicitários formadores de imagem falaram inclusive que iam trazer a Itália para jogar aqui.

Para treinar, não?
Não, jogar.

Não, senhor. Nunca falaram em jogos de Copa. A ideia era trazer a Itália para treinar no novo estádio.
Que seja.

É diferente.
Treinar é no Centro de Treinamento, está bom, não tem importância. Mas ouvi muitas vezes que teria jogo da Itália. Bem, isso é insignificante. Enfim, quem assinou não agiu levianamente, mas agiu sobre o impacto da ansiedade de ter uma nova arena. Achavam que não podiam dizer não.

Foi tudo precipitado, então?
Claro, por isso pedimos o debate. Provei em uma reunião que em cinco anos a empresa recupera o investimento. Em 15 anos seria um contrato muito interessante, que era o nosso projeto inicial.

De qualquer forma, o projeto foi votado e passou. O senhor foi voto vencido. 
Houve etapas não cumpridas. Sou intransigente na defesa dos interesses do clube. Há um dispositivo no Código Civil que diz que você pode contestar acordos em que há desequilíbrio entre as partes. Temos de lutar para melhorar a relação do Palmeiras, ou com essa empresa, ou com outra que vier...
OBRAS NO PALESTRA ITÁLIA (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)Obras de demolição do antigo Palestra Itália estão em andamento (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)
O senhor falava em construir a Arena, mas não conseguiu e recebe muitas críticas por isso. Desde os anos 90 há essa expectativa em torno do novo estádio.
Foi por isso que houve aquela ansiedade que eu disse. Reconheço a responsabilidade que nós tivemos, mas já tínhamos começado o prédio de camarotes (do lado direito das cabines de TV, perto das piscinas). Era só demolir o restaurante e abrir os 149 camarotes, o dinheiro estava lá. O plano estava sendo seguido. Não estou comparando gestões. Não aconteceu? Paciência. Mas não é por isso que vai acontecer da pior maneira para o clube.

O presidente Arnaldo Tirone o consulta antes de decisões sobre a Arena?
Tenho colaborado pontualmente, como colaboraria em qualquer gestão. Minha manifestação é dentro do COF (Conselho de Orientação e Fiscalização). O Tirone anda muito ocupado, por todos os problemas que o Palmeiras está enfrentando.

O senhor acha que as obras podem mesmo ser paralisadas?
Paralisar a obra não, porque aí o Palmeiras teria de tomar providências para finalizar isso de outra forma.

Mas no início da entrevista o senhor disse: “Tomara que pare a obra”.
Se for decisão deles, tomara que pare e vamos discutir. O Palmeiras não vai parar, vai procurar seus interesses, com eles (WTorre), ou com outros, ou com a própria força.

Se fosse para a Justiça, a empresa estaria muito bem respaldada, não? Afinal, está tudo assinado pelo Palmeiras.

Mas eles não estão cumprindo com vários pontos daquilo que foi assinado. E fantasiam muito. Eles falam que o Palmeiras deixaria de gastar R$ 9 milhões por ano nos jogos, mas provei no Conselho Deliberativo que são R$ 3 milhões.
OBRAS NO PALESTRA ITÁLIA (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)Palestra Itália será palco da Arena Palestra, reprovada por Mustafá (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)
O senhor tem dito que a WTorre poderia recuperar em cinco anos todo o investimento feito na Arena (R$ 300 milhões) e o que viesse depois seria lucro para eles (por 25 anos). Como chegou a esse cálculo?
Veja, nos cinco primeiros anos de cessão, o Palmeiras receberia 5% dos direitos de todo o faturamento da Arena. Em números redondos, seriam R$ 15 milhões. Para que o Palmeiras receba pelos 5% esse valor, quanto seria esses 95%?

R$ 285 milhões...
Isso, e esse número foi produzido por eles (Mustafá apresenta um prospecto feito pela própria empresa, mostrando o quanto o novo estádio renderia por ano). São números deles. O Palmeiras também receberia 20% sobre locações para jogos, shows, restaurante, lanchonete, academia, eventos... Nos primeiros cinco anos, 20% totalizam R$ 19 milhões. A WTorre receberia 80%, quatro vezes esse valor.

Por volta de R$ 76 milhões...
Sim. Some isso aos R$ 285 milhões e dá R$ 361 milhões. Ou seja, em cinco anos eles já pagaram o estádio.

Mas é um investimento da empresa, que está entrando com um dinheiro que o clube não tem para construir algo que o clube sempre quis. Natural que a empresa vá querer a contrapartida o mais rápido possível e o lucro por mais tempo, não? O Palmeiras concordou. O contrato está assinado.
Sim, não estou discutindo o que eles fizeram, mas sim o que o Palmeiras fez. O que levou a fazer um negócio desses aí? A empresa não iria achar ruim, claro. Mas estou falando do equilíbrio entre as partes. São R$ 361 milhões em cinco anos para eles. E a gente?